Wade compara último ano de James em Miami à atual temporada.

wade

O ala armador Dwyane Wade ainda se surpreende ao lembrar que em 2014 ele, Lebron James e o Miami Heat alcançaram as finais pelo quarto ano consecutivo. Agora, em sua primeira temporada em Cleveland em uma equipe vivendo problemas e em busca de sua quarta final consecutiva, é natural que o veterano traçe paralelos.

“No ano passado, em Miami, quando fomos às finais, não sei como conseguimos”, disse Wade depois do treino da quinta-feira passada . “Era pior, porque não eram caras novos , eram caras que haviam convivido quatro anos seguidos. Suas piadas já não eram engraçadas para os outros. Quando você entra no treino, não havia mais um sorriso grande. Os indivíduos, a convivência… acabava com você. É como estar em um casamento ruim.”

Essa equipe do Heat, que caiu para o San Antonio Spurs nas Finais da NBA de 2014, estava confiando em veteranos como Ray Allen, Shane Battier e Rashard Lewis para colaborar com as estrelas James, Wade e Chris Bosh. O time do Cavs deste ano ainda tem James como estrela, juntamente com Kevin Love e eventualmente Isaiah Thomas, assim que retornar de uma lesão do quadril, e veteranos como Wade (35), Jeff Green (31), Derrick Rose (29), JR Smith (32) e Kyle Korver (36) estão desempenhando papéis auxiliares.

“Mas de alguma forma conseguimos as Finais”, disse Wade sobre a equipe do Heat. “Indiana deveria ter nos vencido naquele ano. Tivemos uma vantagem mental sobre esses caras e conseguimos vencer. Mas não deveríamos ter estado lá. Por isso, é difícil, definitivamente. Por isso não foi feito muito. Para os caras que estão aqui, você tem que puxar outra coisa para motivá-los, para que você sinta a fome novamente como você teve no primeiro ano. Isso é esporte, é difícil “.

Miami bateu Paul George, liderando o Indiana Pacers, nas finais da Conferência Leste em seis jogos, mas depois foi derrotado pelos Spurs de Popovich, Duncan e Leonard em cinco jogos nas Finais: média de 18 pontos por derrota. Pouco depois da derrota, Allen, Battier e Lewis se aposentaram. No mês seguinte, James anunciou que estava retornando a Cleveland para jogar novamente com os Cavs, efetivamente encerrando o “casamento ruim” ao qual Wade se referia.

Mesmo com o fraco começo deste ano e com um desafio como o Washington Wizards em sequência, Wade diz que os Cavs de 2017-18 têm uma mistura de sangue novo (embora corpos velhos) que o Heat 2013-14 tinha em falta.

“Com os novos caras aqui, você tem caras que nunca foram para os finais, caras com fome”, disse Wade. “Obviamente, Isaiah é um deles, que está fora. Derrick e caras que nunca estiveram. Espero que possamos que possamos nos beneficiar disso.

O  Heat de 2013/14 iniciou a temporada com 4 vitórias e 3 derrotas, e depois ganhou 10 jogos seguidos. Wade não prometeu uma reviravolta tão dramática para os Cavs, mas ele disse que não acredita que os tempos difíceis também durarão para sempre.

“Oito jogos na temporada”, disse Wade. “Ninguém aqui é um novato. Todos aqui estão passando por isso. Muitos garotos atravessaram o maior dos altos e os mais baixos dos baixos. É frustrante quando você está passando por isso. Ninguém é mais frustrado do que você por dentro. … Temos que continuar a entender que vamos sair disso e esta será uma lembrança distante em um ponto, mas agora estamos nela. Nós temos que descobrir porque, e eu acho que vamos. Comunicação, chegando todos os dias com uma mente fresca, com uma mente aberta para ouvir os treinadores, ouvir uns aos outros.

OPINIÃO – VAMOS COMEÇAR JR?

jr-smith

Após quatro jogos, JR Smith retornou à equipe titular dos Cavs. Dwayne Wade iniciará do banco de reservas e atuará como 6º homem.

Se esta notícia há algum tempo não é mais novidade para ninguém; se o profissionalismo e caráter de Dwayne Wade são dignos de aplausos; e se a (excelente) forma com que nosso Técnico Ty Lue conduziu a situação já foram objetos de discussão neste portal, é importante ter em vista mais um elemento: a responsabilidade que recai sobre JR Smith.

Indiscutivelmente D-Wade é uma lenda deste esporte. Seu currículo, por si, já é mais que suficiente para garantir, ao menos, um espaço no Naismith Memorial (o Hall da Fama do basquete) quando ele decidir abandonar as quadras.

MVP das Finais da NBA (com uma das performances individuais mais dominantes desde Jordan), tri- campeão da NBA, campeão olímpico, 12 vezes All-Star, 8 vezes All-NBA, dentre outros feitos. Fora das quadras sua reputação é tão impecável quanto sua carreira desportiva.

Com um currículo desses é claro que, com a contratação de Wade (mesmo pelo belo “precinho”), seria natural que ele se tornasse titular no time. JR não gostou disso. Sua insatisfação foi noticiada e especulada.

Contudo, seria lógico presumir que com a última alteração no time, que fez retornar ao time titular o camisa 5, tudo estaria resolvido. Certo?

Errado.

Vocês já viram o currículo do Wade? Como assim um tricampeão dará lugar a um jogador que tem como principal prêmio individual, exatamente, um troféu de “Melhor 6º Homem da liga” (2013)?

jr-6oAcresço: E o fato de que ele é o melhor amigo do LeBron James?

A amizade com LeBron conta sim. E muito. Ser amigo “do rei” em Cleveland é tão valioso quanto ser amigo dos reis absolutistas em outros tempos. Os anéis de campeão de James Jones comprovam isso. O (belo e caro) contrato de Tristan Thompson também.

Ainda, agradar LeBron é prioridade máxima. Ele está no último ano de contrato e não faltam especulações sobre o destino de James.

Claro que, em quadra, a decisão é acertada. Motivos para justificar tal ajuste não faltam: precisamos de um jogador para comandar nossa 2ª unidade; JR arremessa melhor de 3 pontos e mantém o time espaçado, o que ajuda LeBron; no time titular Wade terá menos a bola nas mãos; e, claro, o fato de que nos três primeiros jogos o desempenho de Dwayne foi bem abaixo do esperado (talvez pelo 3º motivo anterior) com médias inferiores a 6 pontos por jogo e 28% dos arremessos de quadra. Podem-se enumerar, ainda, vários outros aspectos.

Vale destacar que a decisão, pelo que foi noticiado, partiu do próprio D-Wade, o que (em tese) resolveria a “questão” LeBron James.

Porém, agora, a responsabilidade deve recair sobre o Sr. Earl Joseph Smith III.

Nos jogos em que saiu do banco JR estava visivelmente incomodado. Contra Boston, na abertura da temporada, ele passou praticamente todo o último quarto cabisbaixo e de capuz (algo completamente incaracterístico de JR). Em quadra, seus números não foram nem um pouco bons.

Mas agora tudo certo? Sendo titular é só ele voltar ao seu “normal” que tudo se resolve. Certo? Não está sendo bem por aí.

No último jogo, na medonha derrota contra Brooklyn, foram 27 minutos em quadra: apenas 2 pontos; 1/9 nos arremessos de quadra (11,1%); nenhuma bola de 3; 5 faltas; +/- de -11. Números péssimos.

Na vitória contra os Bulls, em seu primeiro jogo de volta ao time titular, as coisas não foram muito diferentes em seus 32 minutos de quadra: apenas 3 pontos; 1/8 nos arremessos de quadra (12,5%); 1/7 nos arremessos de 3 (14,3%).

Se analisados os números nesses primeiros cinco jogos como um todo, as coisas parecem ainda pior: médias de 4,8 pontos por jogo (menos que Wade); acerta 24,4% dos arremessos de quadra (pior do time); apenas 12% dos arremessos de 3 pontos (pior do time dentre os que tentaram algum); 3 faltas por jogo (lidera o time); +/- de -3,6 (pior número desde seu ano de calouro nos Hornets – pior do time empatado com Thompson). Ainda apresenta o 2º pior Defensive Rating da equipe e o 2º pior Net Rating da equipe.

sem-tituloTudo isso enquanto recebe o 4º maior salário do time (atrás de LeBron, Love e Thompson), embolsando 13,76 milhões de dólares nesta temporada.

A verdade é que precisamos de mais. Muito mais! Precisamos do JR que se mostrou um dos nossos principais defensores de perímetro nos playoffs de 2016. Precisamos do homem que arremessa 40% da linha dos três e tem a capacidade de incendiar (ou calar) o ginásio. Precisamos de um jogador que seja uma constante ameaça sempre que receba a bola e, assim, abra campo para as infiltrações de James e Rose.

Esse JR que acerta menos de 15% dos arremessos, defende com padrão James Harden de displicência e não apresenta perigo para as defesas adversárias não nos serve. Do contrário, nos atrapalha e pode ser o diferencial que nos custará o troféu Larry O’Brien.

Na temporada passada o jogador já apresentou uma queda de rendimento. Porém, com sua contusão no polegar e (mais importante) com o problema do nascimento prematuro de sua filha, sua queda de rendimento é entendível e justificada.

Esse ano esses problemas não estão mais lá. E ainda: colocamos um tricampeão no banco para que ele possa brilhar. Falta, agora, JR começar a jogar em nível condizente com sua posição no time e seu salário.

Precisamos (e muito) se quisermos vencer qualquer time que saia daquele Oeste fortíssimo e para que possamos ter uma passagem para as finais de forma tranquila.

Especialmente mais do que ano passado e do que foi demonstrado até agora. É o último ano de contrato do King e a palavra de ordem é: VENCER. Nossa temporada depende disso. O futuro da franquia (leia-se LeBron James) também.

Wade já está sendo aplaudido por ter cedido a vaga.

E agora JR? Para as coisas correrem bem precisamos que você JOGUE BOLA. Vamos começar a fazer isso?

jr4president